o gay antigo de glauber rocha

Caríssimos, acreditem, tudo o que eu mais queria agora era estar publicando aqui um texto bem elaborado, mas não vai ser possível. Para 2017, havia me programado em escrever uma série de textos sobre assuntos que eu ainda não havia abordado aqui no blogue. Anotei várias ideias e estava preparado para esse início de ano. No entanto, uma sequência de acontecimentos não planejados me pegou de surpresa agora em janeiro. São coisas que fogem ao meu controle. Quase tudo o que tem acontecido tem sido bom, mas não estou encontrando tempo nem para respirar direito. A sensação que tive foi de que essa última semana durou um ano. Poucas vezes estive tão cansado. Só ontem consegui ficar em casa e assim concluir minha primeira leitura de 2017: ‘1968 – O Ano Que Não Terminou’, de Zuenir Ventura.

Para não frustrar ninguém, aviso logo que esse texto não é um artigo. Esse era um post que eu havia planejado publicar nos primeiros dias do ano juntamente com mais outros, fazendo assim uma espécie de retrospectiva do blogue, mas já desisti da ideia. Primeiro porque sei que não terei tempo, e segundo porque o entusiasmo inicial já foi embora. Desta forma, vou publicar só esse mesmo da cancelada série de retrospectivas.

Na parte de estatísticas, o WordPress nos permite baixar um arquivo com os termos de buscas usados por leitores que, através dessas pesquisas, chegam até o blogue. Infelizmente é um documento incompleto e que deixa muito a desejar, pois 90% vem classificado como “termos de busca desconhecidos”. Contudo, uma rápida observação dos termos usados é o suficiente para constatar que essas pessoas chegaram até aqui por acidente. Como se isso não bastasse, também é possível constatar que a maioria dessas pessoas ficou insatisfeitíssima, pois não encontrou o que queria. Algumas buscas são curiosas, outras engraçadas. Portanto, resolvi fazer uma pequena lista com as buscas de 2015 e 2016. Meus comentários estão entre parênteses.

2015

Por que gosto de assistir séries? (Você eu não sei, mas expliquei os meus motivos de não gostar de séries aqui.)

Idade Tom Zé (Atualmente ele está com 80 anos.)

Se Cássia Eller não tivesse morrido, como estaria? (Estaria rica, poderosa, gravando discos inesquecíveis e cada vez mais dona do rock brasileiro.)

Porque gostamos tanto de séries? (Eu não gosto.)

Não gosto de Glauber Rocha (É meu cineasta favorito.)

Cenas de sexo gay no filme Pixote: A Lei do Mais Fraco (Faz tempo que não revejo esse filme. Não lembro se tem cena de sexo gay.)

Textos como se já tivesse morrido (Não sei se existem muitos, mas nenhum será tão bom quanto ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’.)

Texto se eu tivesse um irmão gêmeo ele faria prova (Na infância, também já desejei ter um irmão gêmeo para fazer as provas por mim.)

2016

Tom Zé nu (Essa foto abaixo serve?)

tom-ze

Textos de amizades para quem está saindo do ensino médio (Aconselho você mesmo(a) a escrever um.)

Celebre director de cine brasileño (Seria o Glauber Rocha?)

Eu nunca ganho presente em datas comemorativas (Também nunca ganho.)

Não gosto de assistir as aulas (Eu sempre gostei – dependendo da matéria, claro.)

Texto férias na casa da minha irmã (Por que você mesmo(a) não escreve?)

O plano para assassinar Leonel Brizola (Acho que nunca escrevi sobre o Brizola aqui no blogue.)

Christian Karp (Esse texto sobre a Inês Brasil foi um dos que mais deu trabalho de escrever e um dos menos lidos aqui do blogue.)

O melhor livro que li na minha vida (Também não sei qual o meu livro favorito, são muitos.)

Quem canta a música Senhor Cidadão? (É triste saber que muita gente ainda não conhece o Tom Zé. Mais triste ainda é ver que existem pessoas que só escutam o que toca na novela.)

O gay antigo de Glauber Rocha (Realmente nunca li nada sobre Glauber ser gay. Também ainda não li ‘Glauber Rocha Esse Vulcão’, do escritor João Carlos Texeira Gomes. É considerada a mais completa biografia do Glauber e pretendo ler ainda esse ano. Se não tiver nada a respeito disso no livro, acredito que não terá em nenhum outro lugar. Depois de ler, venho aqui contar para vocês.)

Não gosto de filme (Que pena. Espero que mude de ideia um dia e possa ver os meus.)

Filme que passava na TV em 1987 e 1988 e tinha atriz chamada Jessica (Fiquei curioso. Quem souber me fala.)

Telefome sexo pela operadora tom gey (Acho que entendi, mas não entendi.)

José Aldo era marginal quando novo (Não sei e também não vi o filme. Se eu não quis ir assistí-lo no cinema, ao ser transformado em minissérie e dividido em quatro dias pela Globo foi que não me interessou mesmo.)

Conversa perecível (Duvido que esse meu texto sobre amizades perecíveis seja o que essa pessoa estava procurando.)

Monstros que são mulheres (Não, monstros são homens.)

Alexandre Porpetone não tem graça nenhuma (Concordo.)

Memes brasileiros sobre sexo oral (Também quero, quem tiver manda. – Brincadeira!)

Silvio Santos muito estúpido Teleton 2016 (Falei um pouco sobre isso no texto Família Abravanel.)

Aborto estatísticas (Segundo dados recentes, estima-se que, a cada um minuto, uma mulher faz um aborto no Brasil.)

Ninguém gosta de esperar mais gostam de fazer esperar (Odeio esperar e já escrevi sobre isso.)

Filmes de Glauber Rocha gay (Estou começando a acreditar que sou o único que desconhece essa possível homossexualidade de Glauber.)

Que series você assiste? Nenhuma, não gosto. E os livros que gosta? Não gosto de ler. Sai da minha casa (Essa pessoa tem dupla personalidade.)

É interessante como uma bobagem acaba uma amizade (Não sei se interessante é a palavra certa.)

Filme em que menino se entre na voluntariamente (Não entendi, mas quem souber que filme é esse, me avisa também!)

Assistir seriado em português paciência que conseguir (Haja paciência mesmo.)

Oração ao tempo de Caetano Veloso e tempo perdido Legião Urbana. Compare os pontos de vista diferente (Aposto que isso era um trabalho de escola.)

Filhos gays (Escrevi sobre filhos gays aqui.)

Bem, não vou publicar todos os termos de busca. Afinal, a razão de ser desse post foi mais para informá-los de que não desisti do blogue e que pretendo voltar a escrever aqui em breve. Desde já, assumo um compromisso de publicar textos mais elaborados nas próximas oportunidades. Espero que 2017 tenha começado bem para vocês, e torço para que não estejam tão cansados quanto eu. Tenham todos uma ótima semana. Abraçaço

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não gosto de séries, sério

Já consigo ver a decepção de muitos de vocês com essa minha confissão, mas é verdade: não gosto de séries. Seriados eu até vejo uma vez ou outra. E antes que me digam que os dois são a mesma coisa graças a essa nova geração que está usando as palavras série e seriado como sinônimos uma da outra, eu vou continuar fazendo essa diferenciação. Porque aprendi que séries possuem uma sequência para cada episódio que deve ser seguida, e que o episódio seguinte completa o anterior, fazendo com que tenhamos que assistir na ordem para entender. Já os seriados não possuem necessidade de continuidade, e podemos assistir fora da ordem em uma sequência completamente aleatória que mesmo assim vamos compreender. Enquanto essas definições não caírem por terra, vou seguir usando-as.

Se eu acho as séries ruins? Claro que não. Todas são melhores que qualquer novela e algumas são melhores que muitos filmes que estão por aí. Mas eu não tenho tempo para ver séries, então fujo delas como o Cão foge da cruz. Você vai me dizer que o título do post deveria ser “não tenho tempo para ver séries”, mas não é só isso que me impede de assisti-las.

Na adolescência eu cheguei a assistir bastante, e elas nem eram tão boas quanto as que estão sendo feitas agora. Queria estar entrando na adolescência hoje. Mas tenho um sentimento de urgência que é crônico e que não me permite gastar muito tempo em uma mesma atividade. É por isso que eu escrevo tão rápido os textos que vocês leem e é por esse mesmo motivo que estes não são nada rebuscados. Escrevo como se estivéssemos conversando.

Não gosto nem de imaginar a possibilidade de ver dez séries novas sendo lançadas e já ter outras cinquenta esperando para serem iniciadas do zero. É terrível se preparar para colocar a série (na maioria das vezes, as séries) em dia no final de semana ou no feriado prolongado e não conseguir. E a pseudo-alegria de colocar uma em dia, tendo outras vinte atrasadas? Maratonar série não é algo que eu desejo para mim. Só a palavra maratona já me desanima.

Eu sempre digo que prefiro usar o tempo que gastaria vendo uma série assistindo a muitos filmes diferentes, o que me faria aproveitar o tempo com várias estórias do que se estivesse focando apenas em uma. Mas meus amigos sempre dizem que séries são curtinhas, que eu posso encaixar um episódio naquela horinha do almoço, ou quando chego em casa no fim da tarde. Mas não adianta, eu sei como são as séries e sei também que se eu for assistir a um episódio, quando eu me der conta (horas depois) eu estarei lá pelo episódio vinte. E mesmo que eu fosse uma pessoa controlada (e não sou), esse tempinho livre na hora do almoço e no fim da tarde eu sempre uso para ler, já que se eu ficar muito tempo me debruçando sobre um mesmo livro já me bate novamente o sentimento de urgência que faz com que eu o termine logo para já iniciar outro.

Essa urgência de terminar logo uma leitura para iniciar outra faz parte daquele clichê que eu falei no post Eterno Ignorante, Parte 1, em que não vamos ver todos os filmes que queremos nem ler todos os livros que temos vontade. Para mim, isso já é uma derrota grande o suficiente para ter que incluir nela as séries que não vou conseguir assistir, então eu já abro mão delas.

Além disso, não sou um grande mestre na arte de esperar, e sofrer pela próxima temporada que parece nunca chegar não é nada agradável. Isso quando a série não é cancelada sem mais nem menos e você fica eternamente sem um final. Mas também é difícil sofrer com os finais ruins que são tão comuns entre as séries. E essa lista não para por aqui. Ver nossos personagens favoritos morrerem, ver o diretor e o roteirista serem trocados, coisa que também acontece com o elenco, embora nada disso se compare ao inimigo supremo: o spoiler. É, meus amigos, séries são para os fortes, e eu não sou.