existencialismos e problematizações

Quem nunca passou por uma crise existencial que atire a prim… me ensine o segredo. Sabe a crise dos quarenta? Pois é, acho que estou vivendo ela agora aos vinte e dois (mas só vou poder confirmar quando eu mesmo chegar lá e saber). Muito louco isso, eu sei, mas sempre fui paranoico com o tempo. Sempre. Não adianta me falarem que ainda tenho muitos anos pela frente (eu sei que tenho – tenho?), isso não vai mudar o fato de a minha percepção de tempo ser muito sensível. Há alguns dias, li uma matéria cientifica dizendo que as moscas veem o mundo em câmera lenta (ao utilizarmos o nosso passar do tempo como referência), o que justificaria elas conseguirem evitar ataques tão facilmente. Não fui checar a veracidade dessa informação (embora seja de um site “sério”, desconfio de tudo e não checando só me resta acreditar ou duvidar – quase sempre fico com a segunda opção). Ademais, como poderia verificar a veracidade de tal informação? Suspeito de tudo, pois se a imprensa sempre maquiou as informações, hoje ela definitivamente não é mais fonte de confiança, se é que um dia foi. Vosmecê Leitor, realmente acredita em tudo que lê nos jornais, nas revistas? Acredita nas informações dos telejornais? Dos sites de notícias? Dos meus textos? Caso vosmecê também não acredite em tudo que é divulgado na imprensa, entre outras fontes, saiba que a culpa não é nossa e sim inteiramente dos meios de comunicação. Quem mandou manipularem o que veiculam sempre que lhes convêm? Simplesmente não dá mais para confiar, seria muita ingenuidade da nossa parte. Duvide de mim, duvide de todos: o seguro morreu de velho. No entanto, eu estava falando de moscas porque ia usá-las como exemplo. Gostaria de também poder ver o tempo passar lentamente, porque o que acontece comigo é justamente o contrário, com tudo parecendo estar correndo rápido demais.

Há quase um mês atrás, encontrei o meu primeiro fio de cabelo branco. Ainda não tenho muita certeza se realmente era branco, já que fui loiro durante toda a minha infância, com meu cabelo escurecendo quando cheguei à adolescência, ficando num tom meio castanho escuro. Já acreditei ter visto um fio de cabelo branco outras vezes, mas quando arranquei, percebi que era apenas um fio loiro, mais claro que os outros. Também tenho cabelo curto, então fica um pouco difícil descobrir se o fio realmente é branco… Essas desculpas esfarrapadas talvez sejam apenas para tentar me iludir com a possibilidade de estar enganado, mas já comecei a acreditar (e aceitar) que era mesmo um fio branco.

Seria muita hipocrisia da minha parte dizer que não tenho medo de envelhecer, de ficar com cabelos grisalhos ou até mesmo perdê-los, ainda que sem histórico de calvície entre os homens da minha família. De colecionar cada vez mais rugas e linhas de expressão em uma pele cada vez mais flácida. Vejo meus avós perdendo cada vez mais os seus movimentos, suas forças. Estaria mentindo se dissesse que não tenho medo do que vem pela frente. Tenho sim, principalmente da possibilidade de ter que tomar vários remédios, comer comidas dessaborosas, depender de uma bengala ou até mesmo de outra pessoa para conseguir andar, de precisar de ajuda para tomar banho, enfim, de perder minha independência. Isso tudo é muito assustador, mas posso garantir que nem de longe é isso o que mais me preocupa.

O que vem depois, melhor dizendo, o que não vem depois é o que sempre habita meus pensamentos. A finitude propriamente dita. O fato de que, não importa o que eu faça, irei morrer. Da circunstância de vivermos em um planeta que sabemos também ser finito. Quando o Sol morrer, a vida na Terra morrerá também, pois sem ele não temos chances de sobrevivência. Mesmo que conseguíssemos inventar um Sol artificial, o verdadeiro nos engoliria em seu processo de extinção, o que deve acontecer daqui a algo entre 5 bilhões e 7,5 bilhões de anos, segundo apontam cientistas. Seria o fim da civilização humana? Quem poderia responder? Nosso otimismo nos faz acreditar que, quando esse dia chegar, nossos herdeiros já terão conseguido encontrar vida em outro planeta e realizado um êxodo. Ademais, sabemos que tudo isso é muito difícil: com o aquecimento global e a possibilidade de guerras nucleares, o próprio homem pode extinguir a vida humana antes de conseguir realizar tal feito. Sem contar, por exemplo, com a viabilidade de um asteroide nos atingir e sentirmos na pele a extinção que um dia os dinossauros sofreram ou até mesmo a chance de um buraco negro nos engolir antes do Sol morrer. Não importa! A ordem dos fatores não altera o resultado. Mais cedo ou mais tarde, seremos nada outra vez.

Se realmente pararmos para pensar nisso, enlouquecemos. Por esse motivo, o Homem, diante de toda essa fragilidade, inventou suas crenças. É assustador morrer e apenas virar pó. É muito mais confortável acreditar que vamos para algum lugar depois da morte, mesmo que seja um território quente, cheio de fogo, onde sofreremos por toda a eternidade. O mais importante é continuar existindo. É muito doloroso não poder ver novamente as pessoas que amamos. É mais agradável imaginar que vamos nos encontrar novamente e vivermos juntos para todo o sempre. Compreendo até o conforto que deve ser estar à beira da morte e fantasiar que coisas do além podem interferir na situação. Encarar a realidade de que nada disso existe é muito difícil. Todavia, não quero passar a vida toda me iludindo. Sabe aquele clichêzão de que tudo que vem fácil vai fácil também? É bem isso. É totalmente compreensível que muitos prefiram acreditar na ilusão de que outra vida nos espera depois dessa, mas só é preciso morrer para constatar que essa esperança é vã. Pena que uma vez mortos, não possamos constatar nada. É preciso desconstruir fantasias em vida, ou trilhar o caminho mais fácil, porém, imaginário. Contudo, minhas verdades são minhas verdades e cada um tem as suas. Seja no que for, preferir acreditar ou não é, quase sempre, uma escolha pessoal. Mesmo vulneráveis à lavagem cerebral da família, da escola, da Igreja, da mídia, do Sistema, somos livres para questionar, ainda que consigo mesmos, o que acreditamos ser verdade ou não. O importante é ninguém tentar impor, e não é isso que eu quero fazer, definitivamente. Entretanto, para explicar pelo que passo, preciso explicar como penso, apenas.

Não é nada fácil continuar, dia após dia, sabendo que tudo que crio é finito. Saber que os textos e roteiros que escrevo, os filmes que dirijo, tudo que produzo vai acabar não é nem um pouco instigante. Isso é claramente o velho desejo de imortalidade do homem. Mesmo quando morremos, tentamos continuar imortais através de nossos filhos, com a falsa esperança de que nossa memória nunca será esquecida, o que sabemos não ser bem assim. Estima-se que 68% das pessoas não saibam o nome de seus bisavós – eu sou um desses. Ou seja, se um dia até nosso nome será esquecido, mais cedo ou mais tarde, nossa memória vai deixar de existir também. As pessoas que nos conheceram em vida vão aos poucos igualmente morrendo e, em breve, não seremos mais a lembrança de ninguém. Quem será a última pessoa que nos conheceu em vida a morrer e levar consigo nossa lembrança? É difícil para quem não nos conheceu preservar nossa memória, a não ser que tenhamos feito algo notável enquanto vivos, o que por si só não é uma garantia.

A arte e a política parecem ser as armas mais eficazes da pseudo-imortalidade. Lemos livros com mais de quinhentos anos, assistimos filmes com mais de cem anos, vamos a exposições de quadros pintados quando os bisavós dos nossos bisavós ainda nem haviam nascido, estudamos a História e os principais líderes e movimentos políticos. Ainda assim, são poucas as obras de arte que sobrevivem após tantas gerações. Uma guerra, um acidente nuclear ou uma catástrofe natural podem por fim a muitas dessas criações, isso quando nós mesmos não as matamos com o esquecimento. Assim como nós, toda e qualquer obra de arte está sujeita a extinção. Se conseguíssemos povoar outro planeta, dificilmente conseguiríamos levar todas elas conosco. Dependendo da situação, talvez nem cogitemos levar nada além do extremamente necessário, como roupa e alimentação. Mesmo que um ou outro livro/filme/disco/escultura/pintura fosse levado(a), seria impossível transportar tudo – assim creio eu. Embora acreditando que não estamos sozinhos, seria otimismo demais pensar que outra civilização pudesse encontrar e usufruir de nossas obras que, com certeza, seriam para eles demasiado arcaicas, já que, muito provavelmente, serão seres muito mais evoluídos que nós.

Diante de tanta pequenez é que entendemos o que cientistas e filósofos estão tentando nos dizer há anos: não passamos de um simples grão de poeira diante de todo o Universo! É quando todas as conquistas e títulos realçam o egoísmo humano, que todos nós praticamos diariamente. É quando vejo que não faz sentido nenhum ter ciúme dos meus livros, sofrer porque arranhei a tela do celular ou porque a pintura da parede está descascando e, muito menos, ficar mal porque alguém discordou de mim ou disse que o que faço não é bom. Ganhar qualquer prêmio de melhor diretor ou ter o blogue mais acessado não vai fazer diferença nenhuma quando todos deixarmos de existir. O mais bonito e o mais feio, o mais alto e o mais baixo, o mais rápido e o mais lento, o mais forte e o mais fraco, o mais rico e o mais pobre, estão todos no mesmo barco. Não vai haver ninguém para lembrar do pior e muito menos do melhor. O futuro de fato, é a morte de tudo e de todos.

Talvez eu seja pessimista demais, não consigo nem discordar quando falam isso. Quando vejo pessoas lutando por mais igualdade, tento acreditar que vale a pena cada vitória conquistada, e vale! É disseminada a ideia de que o mundo nunca será perfeito, mas também existe a noção de que sempre poderemos deixá-lo melhor. Acredita-se que, a cada vitória, não regrediremos mais. Isso é quase verdade, pois não consigo acreditar que realmente não tenha mais volta. Muitas pessoas lutaram para que nós brasileiros hoje vivêssemos em uma democracia, derrubando um regime militar para que tivéssemos o direito de livre expressão, de ir e vir, de escolher nossos governantes. Entretanto, é sabido também que muitas pessoas saíram às ruas no último ano pedindo a volta da ditadura militar. Prefiro acreditar que esses alienados políticos são realmente um grupo muito pequeno. Quando caminhávamos para um Estado cada vez mais laico, eis que é eleito o Congresso mais conservador desde 1964. Quando deveríamos caminhar para a criminalização da homofobia, tentam nos enfiar goela abaixo a “cura gay”. Quando deveríamos repensar a política carcerária, tentam aprovar a redução da maioridade penal. Quando uma eleição é vencida democraticamente, tentam aplicar um golpe jurídico-midiático. Quando deveríamos caminhar para a legalização do aborto, tentam criminaliza-lo em todos os casos, até nos de estupro e em risco de vida para a gestante, que ainda são permitidos no Brasil. O conservadorismo e o fundamentalismo religioso constituem ainda apenas uma parcela dos vilões de qualquer sociedade que anseie por liberdade, entre tantos outros tristes e indignantes fatores. Por isso, acredito que, enquanto existirem conservadores, e eles sempre vão existir, estarão sempre tentando nos fazer regressar, como se cada vitória conquistada acontecesse apenas para corrermos o risco de perdê-la depois. De maneira alguma podemos aceitar esta perspectiva. Nenhum direito nos foi dado de graça, todos foram devidamente conquistados. Evitemos sempre o retrocesso!

Dias atrás, estava eu tentando encontrar um sentido para cada coisa que faço. Não posso imortalizar-me – o máximo que posso fazer é com que meu pensamento, minha arte e minha memória, que também não podem ser imortais, tenham uma vida mais longa do que o meu corpo. Eu sou ista, eu sou ego, eu sou egoísta. Eu sou artista! Projetar-se na obra talvez seja algo comum entre os operários da arte, e saber que depois da minha partida minha obra também vai morrer, é como morrer duas vezes. Ainda assim, sei que nunca haverá um sentido genuíno para as coisas que produzo. Outros egoístas – menos ou mais, não importa, afinal, somos todos egoístas – ignoram o fato de que somos nanicos diante da imensidão do Universo, iludidos pela sensação de poder e grandeza que os fazem querer pintar o mundo da sua forma, ditando suas regras e vomitando suas verdades sobre nós. Por fim, foi pensando nessas pessoas tentando nos enquadrar em suas regras que acredito ser possível que cada rebelde sem causa encontre sua motivação, que cada vida sem sentido se justifique ao tentar dificultar a existência de quem tenta dificultar suas vidas.

Não, não é vingança, não é toma lá dá cá. Política, imprensa, publicidade, capitalismo, fundamentalismo religioso, entre outra esferas da sociedade, tentam (e quase sempre conseguem) nos impor suas leis. A política e a religião se metem em questões de foro íntimo, a imprensa omite verdades e mascara fatos, a publicidade e o capitalismo nos impõem padrões de beleza e decidem que só pessoas detentoras de bens existem. Quando digo dificultar a vida dessas instituições que juntas formam um organizado Sistema, estou falando em melhoria de vida por meio da desconstrução de paradigmas. Sempre que não aceitamos calados todas essas barbaridades, “prejudicamos” quem tanto nos prejudica. Sempre que um gay sai do armário ou uma mulher se liberta das amarras do machismo, os conservadores e fundamentalistas religiosos são alvejados. Sempre que uma pessoa “fora” dos moldes físicos da moda se aceita feliz com seu corpo, a publicidade e seu padrão de beleza é atingido. Sempre que um pobre conquista um diploma, um burguês bate a panela. O medo que eles sentem de nós, minorias, é real. Contudo, se eles são a pedra no nosso sapato, sejamos também a pedra no sapato deles: se vão nos oprimir, que não facilitemos, gritemos, lutemos por nossos direitos. Em suma, sempre que não abaixarmos a cabeça, sempre que não aceitarmos calados e conseguirmos nos libertar dessas amarras, dificultaremos a existência de quem oprime nossa liberdade. Não há mal nenhum em golpear essas pessoas com nossa felicidade. Quem fica triste com a alegria dos outros merece mesmo é sofrer para aprender a viver a própria vida e quem sabe, ser verdadeiramente feliz um dia.

Portanto, me proponho a não aceitar nada calado: se vivo em um globo que flutua no meio do universo e que um dia vai deixar de existir porque será engolido no processo de extinção do Sol, o que me resta é tentar aproveitar ao máximo o tempo nessa bomba relógio. O nascimento pode ser sim encarado como um privilégio, mas é também muito compreensível se visto como uma desvantagem, pois nunca ter existido é uma teoria muito sedutora. Afinal, se não nascemos, não sabemos o que é existir e não sofremos por não ter nascido. Somos de fato, os espermatozoides que “venceram”? Às vezes, penso que não. No entanto, por que sofrer com o esquecimento além-morte? Por que me importar com a realidade de não poder mais ouvir os discos novos que minhas bandas favoritas vão lançar depois da minha morte? Por que me importar com os filmes que serão feitos e os livros que serão escritos? Por que essa vontade de saber quem serão as próximas pessoas a se tornarem presidentes do Brasil? Por que sofrer por não ver os próximos títulos a serem conquistados pelo meu time do coração? Quem nascer próximo do fim será afortunado, por ter toda a História aos seus pés e igualmente desafortunado, por em uma vida só não conseguir se aprofundar em todos os acontecimentos, já que, se isso hoje não é possível, que dirá daqui há mais alguns bilhões de anos. Chega de sofrer por isso em vida, não voltaremos aqui para ver o que aconteceu. Uma vez mortos, não sofreremos por mais nada. Então, avante! Tratemos de viver enquanto ainda podemos!

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12 Comentários

  1. horror nas entrelinhas

     /  25 de março de 2016

    Belo texto!!:D
    Amei!

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  2. Ufa! Feriadão gostoso esse hein, Jairlos?!?

    Visitinha básica apenas para desejar tudo de bom nessa Páscoa maravilhosa.
    Fiz um Card bem bacana lá no Blog! Corre lá… :)
    Enfim, momento de renascer e buscar as melhores coisas da vida. Muita luz e paz!

    HuG! 🐰

    http://www.andrehotter.com
    👻 Snapchat: andrehotter
    📸 Instagram: @andrehotter

    Curtido por 2 pessoas

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    • Olá, André, obrigado pelo gentil comentário. Não comemoro a páscoa, mas lhe desejo uma ótima sexta-feira e um excelente fim de semana. Irei conferir sim seu post. Grande abraço!

      Curtido por 1 pessoa

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  3. Jairlos,
    que texto fluido e bem organizado você tem. O volume de informações fica bem distribuído e não pesa na leitura.
    A temática deste me é cara. E à medida que lia tua exposição e argumentação, construía mentalmente o meu post sobre o assunto; quando isso acontece, significa que significou. :) Quem sabe qualquer hora eu escrevo minha versão para a questão! Teu post terá sido de grande ajuda.
    Tenha uma boa semana.

    Curtido por 1 pessoa

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  4. Nossa eu tive essa crise muitas vezes, acho que com 20, 30 e alguns dias atras e ainda não cheguei nos 40 hehe..Adorei o texto…Longo porem com sentindo real..Gostaria de te fazer um convite..Mês passado lançamos uma plataforma para bloggers ai no Brasil bem interessante vale a pena conhecer, a plataforma esta dividida por grupos e cada membro do grupo divulga os post do outro é uma forma dos nossos blogs ficarem mais conhecidos..Entra lá e da uma olhada si você gostar cadastra seu blog é gratuito..www.feedhi.com

    Abraço

    Curtido por 1 pessoa

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  5. Val

     /  4 de abril de 2016

    Acho que a arte, as descobertas são infinitas. Como disse o Stephen Hawking: Enquanto há vida, há esperança!

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  6. Crise existencial ou de identidade?

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  7. Ótimoi post !

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  8. Olá! Estou te indicando para responder essa tag: https://mirianne2.wordpress.com/2016/04/04/25-fatos-literarios-sobre-mim/
    Se quiser respondê-la, fique à vontade.
    Até!

    Curtido por 1 pessoa

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