o pior texto de todos os tempos da última semana

Não sou de viver de passado e raramente tenho momentos de nostalgia. Estou sempre pensando no futuro. Não gosto muito de ver minhas fotos antigas, de ouvir músicas que marcaram minha infância e filmes principalmente. Hoje em dia, se assisto a um que eu gostava muito quando criança, acabo dissecando-o através do ponto de vista do profissional de cinema (não tenho como evitar) e acabo achando tudo uma porcaria. Prefiro então não revê-los para manter em mim a magia e continuar gostando deles.

Os mais velhos costumam dizer que gostariam de voltar a ser criança para não ter que enfrentar as dificuldades da vida adulta. Ainda não cheguei nesse estágio de querer regressar ao passado e, embora comece a ter cada vez mais dificuldades para enfrentar o futuro, me conforta saber que agora posso lutar para realizar meus objetivos. Passei minha infância e adolescência inteira querendo me tornar adulto e agora que sou um não vou querer deixar de ser só porque estou no nível mais difícil e cada vez mais próximo de enfrentar o chefão. Se os outros conseguem eu consigo também. Para o bem ou para o mal, esse é o pensamento que me motiva sempre que acho que sou incapaz de realizar algo.

No entanto, sendo bem sincero com o Leitor, não era sobre isso que eu queria falar. Os dois parágrafos anteriores nasceram de intrometidos que são. Eu havia iniciado três textos. Não gostei do primeiro e arquivei. Iniciei um segundo sobre outro assunto. Também não gostei e guardei. Iniciei um terceiro e mais uma vez não gostei e arquivado está. Meu cemitério (ou coleção) de textos inacabados cresce a cada dia. Tenho que confessar que, quando não tenho nenhuma ideia nova, corro até eles e vejo se é possível ressuscitar algum. Já aconteceu isso neste blogue, então não choremos a perda desses três textos. Quem sabe eles apareçam aí em um futuro próximo.

Acontece, caríssimos, que sou um escritor de baixa performance (ou baixo rendimento se preferirem). Gosto desse “compromisso” de ter que escrever todas as segundas. Se não fosse assim, diferentemente das outras coisas que faço, escrever se tornaria um exercício procrastinatório. Foi então que, diante de três tentativas de escrever algo para hoje, eu acabei desistindo, mas enquanto fazia outras coisas, continuei pensando na fracassada tentativa de escrever algo interessante.

Quem sabe então escrever um texto especial de dia das crianças? Seria uma boa. Foi então que aos quarenta e cinco do segundo do tempo vim escrever esse post de hoje. Do que falar exatamente se eu nem gosto muito de ficar lembrando o passado? Acho que foi por isso que os dois primeiros parágrafos nasceram. Comecei a pensar em algo que eu sinta falta de quando era criança. Todo mundo deve sentir falta de algo, até eu. Mas o que? A única certeza que eu tenho é de que esse será um dos piores textos do blogue. Mas isso me conforta também. Algum precisa ser “menos melhor” para que os outros sejam, de fato, melhores. No somatório geral, esse será um post que ajudará no equilíbrio. E foi assim que eu comecei esse texto que falaria sobre como era tão fácil ser criança e perguntar para outra: quer ser meu amigo? Falaria.

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4 Comentários

  1. Wanderson Dias

     /  13 de outubro de 2015

    E eu escrevendo sobre memórias antigas… Mas eu prefiro o hoje com todos os seus percalços… Gostei do texto!!!

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  2. Eu gosto de escrever sobre o passado porque é minha maneira de acariciar o que foi bom e também o que foi ruim porque não sou o tipo de pessoa que exclui a parte menos agradável. Gosto delas também é aprecio minhas tristezas tanto quanto as minha alegrias. Mas não quero e não pretendo voltar a ser criança. Prefiro ser o que sou hoje e pronto… Já fiz a minha parte na infância. rs

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  3. Procure filosofar mais um pouco quando estiver sem ideias :D No fundo da nossa cabeça sempre tem algo que pode se tornar grande, caso seja descoberto.

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